sábado, 24 de agosto de 2013

COMO É UM PEELING



Há muito tempo que, não só em estética, os procedimentos abrasivos são usados na pele.
Começou-se pelos lixamentos finos (realizados com lixa d’agua), passando pelos mecânicos, chegando ao jato de micro cristais ou peelings diamantados, com ponteira de diamantes.
Neste processo evolutivo descobriu-se o uso de substâncias cáusticas, que fazia o papel do lixamento e causava o desprendimento da pele, proporcionando uma sequência de fenômenos que levavam a uma melhor qualidade desta. 
Começa assim uma série de alternativas terapêuticas que se baseia no uso de ácidos. A este processo damos o nome de peeling químico, que pode ser descrito como uma esfoliação da pele, com objetivo de atenuar as marcas do tempo, manchas,  alguns tipos de lesões patológicas e causar um estímulo de um novo colágeno, conferindo melhor aspecto e características à pele tratada. O surgimento de uma nova pele.
A descamação química continuada da pele por um ácido, será capaz de hipertrofiar a região tratada. Esta hipertrofia é baseada em fenômenos naturais de reparação, onde se tem retenção líquida, migração de células para local, formação de colágeno… gerando um engrossamento das camadas internas da pele, esfoliação de celulas superficiais e consequente atenuação de sulcos, rugas e manchas.
Os peelings podem ser classificados, conforme a profundidade que seus efeitos atingem na pele. Sendo assim se dividem em:
  • Superficial ou epidérmico atinge até a camada basal da pele . Até onde nós esteticistas vamos com seguranca!
  • Médio  e Profundo atinge até a camada da derme papilar e reticular, bem mais agressivo, 
  • ( só com dermatologista).
Para seu auxílio observe o desenho da anatomia da pele.
Esta classificação é importante pois permite escolher o peeling ideal baseado na profundidade das anomalias da pele. A profundidade dos peelings pode variar em função de varios fatores, como, a espessura da pele tratada, o tempo de aplicação, potência e forma de aplicação do ácido, combinação de ácidos, substância usada no preparo da pele.
Quais são as indicações da realização dos peelings:
  • Pele desidratada e áspera
  • Sardas (efélides)
  • Melasma ( manchas )
  • Hiperpigmentação pos inflamatória
  • Ceratose actínica
  • Rugas
  • Cicatrizes
  • Estrias
  • Foto envelhecimento
  • Acne
  • Rejuvenescimento
  • Manchas senis
  • Cicatrizes de acne
  • Outros
Para que seja feito o tratamento com peeling o, o paciente tem que estar com a pele preparada para isto. Este preparo visa não só uma melhor atuação do ácido usado mas também evita complicações. É realizado com cremes noturnos a base de ácidos também, que terão que ser usados antes de dormir e retirados pela manhã. Após a retirada é FUNDAMENTAL o uso de protetoteres solares. O paciente também deverá evitar exposição solar durante o tratamento e durante o preparo da pele.
Contra-indicações dos peelings:
  • Herpes no local
  • Infecções focais de pele
  • Alergia ao componente utilizado
  • Gestação
  • Defeitos na cicatrização como quelóides
  • Pessoas  que não farão uso da foto proteção adequada
  • Cardiopatias
  • Radiações faciais prévias
  • Uso recente de vit A ácida oral
  • doença hepato renal
  • Imunodeficiência
  • Outros
Efeitos da aplicação:
Você  poderá sentir ardência no local onde o peeling foi aplicado e a maioria dos pacientes refere sentir estar “pinicando” este local; lacrimejamento, devido aos vapores do ácido usado ; rubor facial, que desaparece em poucos minutos; eritema, um vermelhidão local, que pode persistir até que a descamação se inicie; descamação que geralmente começa com um ou dois dias após o peeling. Pele nova surgindo, rosadinha, mas que vai se normalizando com os dias.

Nenhum comentário: